Porque a mobilidade muda tudo: location-based services

Quem faz parte da elite brasileira que, assim como a maioria das pessoas nos EUA ou Coréia, tem ao seu serviço internet rápida no smartphone já entende muito facilmente porque “mobile” não pode ser tratado como mídia emergente (como um dia no final do milênio passado, a própria internet já foi).

A experiência de acesso ilimitado e online a informação é impulsionada em muitas vezes pelas potencialidades da internet móvel e dos aparelhos smartphone, carregados de funcionalidades, câmera, GPS, etc.

Um bom exemplo dessa experiência diferenciada a qual me refiro, são os serviços/utilidades “location-based”, ou seja, que utilizam da localização do usuário para fornecer informações mais personalizadas, relevantes e precisas.

Abaixo, dois ótimos exemplos.

1. Alfred, o aplicativo que traz sugestões de restaurantes baseado na sua localização, preferências e histórico, turbinados por um excelente algoritmo de inteligência artificial. By the way, no final do ano passado a empresa por traz do Alfred, a Cleversense, foi comprada pelo Google.

O vídeo explica rapidamente o App e tem uma linguagem visual adorável, que já vale o view.

2. TaskAve, simples, óbvio e muito útil: adicione uma tarefa (exemplo: fazer compras), escolha o local (exemplo: supermercado do bairro) e receba um alerta quando você estiver próximo.

read more

Com a “terceira tela” finalmente a TV ficou social

Em cobertura do evento CaT (Creativity & Technology) que fiz para o Meio & Mensagem ano passado, direto daqui de NY, mencionei a tendência de integração da televisão com as redes sociais apresentada em um dos painéis.

Com uma abordagem bem interessante, Kevin Slavin, fundador da Starling, relembrou que nos primórdios do meio, assistir televisão foi uma experiência social. Família e vizinhos se reuniam na sala para acompanhar os programas de auditório em preto e branco e alegremente tecer comentários sobre as passagens. Fenômeno que se mantém ativo em grandes eventos esportivos, mas distante da realidade cotidiana da programação non-stop fragmentada em centenas de canais dos dias de hoje.

Lembro de ter me empolgado bastante com o quão promissor  me pareceu a integração entre internet e TV na ocasião, ainda mais pelos dados de comportamento do usuário de Twitter durante o primetime, apontando forte nessa direção.

Na mesma medida veio uma certa frustração com o pouco que aconteceu nesse campo ao longo de 2010.

Porém, hoje, com a explosão dos smartphones e tablets, especialmente o iPad, me parece que a tendência merece novamente acompanhamento de perto.

Já experimentei pelo menos 3 apps de Social TV, todos seguem o mesmo conceito herdado do FourSquare, com a ideia de check in, people near me, dicas e badges. Com a diferença que a localização é substituída pelo programa que você esta assistindo no momento. Um deles, GetGlue tenta ampliar o escopo além do programa de TV que você esta vendo, utilizando a mesma mecânica para o livro que está lendo, game que está jogando, etc.

Outro que me chamou bastante a atenção foi o IntoNow (comprado pelo Yahoo! em abril deste ano por US$ 30 milhões apenas 3 meses após sua criação) que conta com uma aplicação similar ao Shazam, que reconhece pelo som o programa que você esta assistindo, dispensando a necessidade de efetuar uma busca.

Inevitável pensar na aderência que aplicativos assim podem ter no mercado brasileiro, país que conta com imensa penetração de TV (apesar das limitações econômicas de acesso a internet móvel para a maioria da população).

A natureza animal do ser humano

Falta apenas uma semana para eu embarcar de volta para o Brasil e ontem assisti uma cena digna de nota.

Todos sabemos que aqui como no Brasil, infelizmente a maioria dos motoristas não respeita o ciclista, porém aqui em NY o ciclista parece, na mesma medida, não respeitar o pedestre. Após quase atropelar um senhor de idade que atravessava a rua, um ciclista virou-se e gritou: “How fucking dumb are you?”. De fato, o sinal estava aberto para o ciclista, mas como testemunha ocular asseguro que havia muito mais rua que pedestre para o ciclista atravessar. Foi pura demonstração de poder.

Essas coisas me fazem pensar na natureza animal do ser humano. Temos ruas, carros e bicicletas, mas vivemos numa cadeia alimentar onde o mais forte grita e o mais fraco tentar não ser atropelado.

read more

Mobile acontece nos EUA

Não é preciso acessar dados e pesquisas para concluir que o negócio mobile já acontece com força nos EUA.

Basta caminhar pelas ruas de NY para ver as pessoas se trombando porque não desgrudam o olho da tela do seu smartphone.

O serviço municipal de transporte (MTA) esta rodando uma campanha para que as pessoas tenham mais cuidado ao exibir distraidamente seus iPads nas estações e vagões do metrô. Tornou-se hábito frequente dos habitantes ler notícias, trocar mensagens e jogar games em seus dispositivos enquanto estão em trânsito pela cidade.

Mobile é sinônimo de utilidade, transação, personalização e localização. Nos onipresentes aplicativos das redes de varejo como BestBuy (com seu RewardZone) e Starbucks (com StarbucksCard), estas dimensões se cruzam de uma forma que ainda não vemos no Brasil.

Só para se ter uma ideia do significado da chamada Local-Based Promotion para o varejo americano, na última Black Friday – data em que o país vai as compras -, o tráfego de dados na rede mobile neste dia cresceu 300% comparado com o ano passado. Quando analisados os dados de acesso e frequência das lojas, a convergência dos picos demonstra que o aumento se deve em grande parte as local-based promotions.

E a integração ponta-a-ponta avança rápido. Deixou de ser novidade por aqui o pagamento usando o celular através de hardware e software de NFC (Near Field Communication), em que você apenas aproxima o seu celular de um aparelho e efetua o pagamento, como se fosse um cartão de crédito. Já presencie por diversas vezes consumidores na minha frente na fila do café pagando com StarbucksCard.

Abaixo o gráfico demonstra a evolução do volume de transações através do celular no mundo.


Aqui como no Brasil, a venda de celulares smartphone já superou a dos aparelhos comuns, fazendo a extinção dos “dumbphones” uma questão de tempo. A Apple já está dando iPhone 3G de graça (isso mesmo, listed price: US$ 0.00) para quem assina um plano AT&T.

Esta nova avenida de crescimento para o negócio de interatividade é a tendência quente do momento em todos os cantos do planeta. Não deverá ser diferente no Brasil.

read more

Você não adora infográficos?

Desde que Ben Fry, do MIT MediaLab criou o Processing (um framework de Java) para facilitar que designers/programadores criassem a visualização de dados como uma forma de arte, o tal do DataVisualization ganhou impulso.

Certamente seus primos mais artesanais, os infográficos, já eram populares antes disso, uma vez que nunca exigiram o processamento de grandes volumes de dados mas sim de um designer talentoso e criativo.

No caso dos infográficos, o que vem impulsinando mesmo é a internet e sua vocação natural para criar memes.

Um assunto que tem ocupado bastante espaço (e ansiedade) no trade publicitário mundial são os passos dados pelo Facebook para reinventar a publicidade na internet.

O infográfico abaixo mostra a história da publicidade no Facebook. É interessante notar o volume de movimentos dados pela empresa de 2009 para cá.

read more

Um mês de Silicon Alley

Muita gente aposta em NY como o novo polo de inovação digital dos EUA e quem põe mais ficha antes do River é o próprio Michael Bloomberg. O prefeito já colocou na mesa US$ 100 milhões em incentivos para a instituição de prestígio que se propor a construir uma faculdade de tecnologia em NY. Stanford e Carnegie Mellon já se ofereceram.

Fora isso, algumas start-ups promissoras baseadas na big apple – e outras que já começam a cumprir suas promessas – como FourSquare e MeetUp, alimentam a esperança de que NY pode sim rivalizar com o Vale de Santa Clara.

Independente do que acontece na outra costa do país, o fato é que conseguir destravar o ciclo de injeção de capital + ideias inovadoras não é uma questão de charme e vaidade. Muita gente por aqui aposta que o empreendedorismo digital e todas as suas características únicas pode ser a única saída para os milhões de jovens americanos que não conseguem (e não conseguirão) arrumar emprego num modelo capitalista clássico e supereficiente, que demanda cada vez menos humanos executando tarefas das 9am as 5pm. A ficha cai na medida que a economia dá soluços de recuperação, mas que independente da curva de crescimento, não chega a fazer cócegas na taxa de desemprego.

E de fato, a energia do empreendedorismo digital por aqui empolga.

Dei as caras num evento voltado ao encontro de recrutadores de start-ups de NY e engenheiros em busca de trabalho. Em formato de feira de ciências, a multidão passada de mesa em mesa onde trocavam informações e cartões. Na porta, a fila lembrava um pouco aquelas cenas da década de 30, época em que sobravam desesperados e faltavam empregos. Mas a lembrança é vaga. Ao invés de pais de família, engenheiros recém formados, ávidos por trabalhar em empresas que (acreditam eles) vão mudar o mundo.

Occupy Wall Street

Saí do Brasil em meio ao noticiário sobre as manifestações que estavam tomando corpo de revolução global, que naquele momento, atraía centenas de milhares de jovens para as ruas da Europa. Achei que iria chegar numa cidade em ebulição, mas encontrei muito banho-maria.

Simbolicamente o movimento cumpriu o papel de chamar a atenção para os desequilíbrios do capitalismo excessivamente financista que predomina a atividade especialmente em Manhattan e Londres. Mas até aí, pra mudar alguma coisa precisa ter alternativa viável.

Occupy Wall Street está mais para Occupy Zuccoti Park. A coisa esfriou tanto que a briga agora não é mais entre “1% vs. 99%” é entre os “moradores” de Zuccoti Park e o prefeito Bloomberg que quer desalojá-los do favelesco (e ilegal) acampamento.

Fico por aqui mais um mês, enchendo a mala de informação e inspiração. As vezes faz bem respirar o ar seco e gelado do Atlântico Norte.

read more

Internet do conteúdo x Internet dos serviços

É interessante observar a natureza cíclica das coisas no tempo. Apesar de existir todo um ecossistema econômico baseado na previsão, formado por analistas, consultores e palestrantes, pagos para mastigar e postular tendências, aquela que é a tendência mais verdadeira (e sem graça) é que as coisas mudam de forma e nome, mas sempre se repetem. Obviamente, ninguém tem que pagar um consultor para que ele te diga isso, mas não é por isso que esta “tendência-mãe” deveria ser ignorada.

Estamos vivendo mais um destes ciclos. Trazendo uma visão de dentro da indústria da internet no Brasil, de quem já viveu o pré-bolha (a primeira) e consegue enxergar com um pouco mais de nitidez o que se passa dentro da neblina do 1.0, 2.0, 3.0, social, analytics, mobile, geolocalização, e-commerce, t-commerce, social-commerce, display, adwords, engaging, blablabla.

Me lembro que a primeira grande onda da internet (1995-2000) foi realmente revolucionária e é inevitável aceitar o fato de que mudou a forma de pensar de toda uma geração e certamente das gerações futuras. Foi a revolução do acesso a informação.

Só para que se tenha a real medida desta revolução, uma frase muito comum e aceita como lei no século XX era: “Informação é poder!”. Era verdade tanto quanto é hoje, mas deixou de ser um diferenciador de indivíduos, criador de uma elite. Antes, para se ter acesso a informação era preciso ter acesso a meios econômicos, e assim, educação, oportunidades e contatos. Educação continua sendo vital para a formação do conhecimento e das sociedades, mas a internet achatou o mundo e permitiu a qualquer indivíduo com formação básica uma porta de entrada para o mundo, logo ali, na lan house clandestina do vizinho. Assim a internet democratizou o poder da informação.

Talvez meu filho nem chegue a ouvir esta frase tão importante no século passado. E se ouvir, talvez nem entenda.

Por isso a primeira geração da internet foi a dos grande portais. Todos eles surgiram no pré-Y2K e tem como produto a informação. Vieram para substituir a velha mídia, elitista. Trouxeram vantagens reais para o consumidor: velocidade, praticidade e disponibilidade. Para o negócio da mídia trouxeram a crise e nenhum modelo econômico alternativo sustentável.

Claro, também foi a era do e-commerce, mas o que vimos foi uma versão rudimentar da digitalização das transações. A primeira fase do e-commerce, ainda na primeira onda da internet, estava focada na venda de livros e CDs (CD, lembra?) depois expandindo para todo tipo de bens de consumo. Mas, de novo, é a base da “pirâmide de Maslow digital”. Comércio, é a transação mais básica na humanidade e assim, foi a primeira a ser digitalizada.

Hoje, 16 anos depois da inauguração da internet comercial no Brasil, estamos vivendo um novo auge da internet, uma segunda geração tão revolucionária quanto a primeira, porém, diferente da primeira baseada em informação. Agora, a enxurrada de novos negócios digital é muito mais baseado em serviços.

Acompanhe a profusão de hot startups citadas periodicamente na Wired e FastCompany para ver que ninguém quer saber de conteúdo mais e o quente hoje é permitir ao usuário transacionar de forma prática e ágil, ao invés de simplesmente permitir o acesso.

Pense em qualquer transação, interação ou agregação de valor intermediada por humanos: criar pacotes de viagens; organizar, divulgar e vender ingressos de eventos; reservar uma mesa num restaurante; organizar clubes de compra; encontrar um parceiro de carona; encontrar um parceiro de sexo; … a lista é infinita.

Saia do automático para concluir que todos guardam alguma medida de ineficiência no seu modo tradicional: deslocamento físico, tempo de espera, horário de atendimento limitado, meio de pagamento limitado, comprovação de identidade ou eligibilidade, etc.

Depois pense em como tudo seria melhor se fosse online.

Parta da premissa de que tudo, até que se prove ao contrário, poder ser descontruído para ser reconstruído melhor usando tecnologia de internet. E hoje, tudo que representava restrições grandes demais a pouco tempo atrás (custo da tecnologia, mão-de-obra, mercado, modelo de negócio…) esta virando papo de acomodado.

Nesta panela que se esta cozinhando esta segunda revolução. A primeira, a do “sei” com toda a informação do mundo organizada e acessível, esta consolidada e esta dando lugar para a revolução do “posso”, com zilhões de serviços antes apenas disponíveis em átomos agora em bits.

Em tempo:
Comecei falando em ciclos apenas para dizer que me chama a atenção o momento da Social Media no timeline da internet. O Facebook, Twitter, etc, são protagonistas desta segunda revolução da internet, baseada em serviços, mas o que esta acontecendo dentro destas redes me lembra a primeira geração da web, onde o produto era a informação. Vai chegar a hora em que um batalhão de engenheiros criativos vão olhar para os APIs como um caminho para reinventar respostas a necessidades humanas que vão além do game e do meme. E a segunda revolução da internet vai chegar também na internet da social media.

read more

Redes sociais e baladas

Antes de tudo é importantíssimo destacar que estou longe de ser um crítico ranzinza do fenômeno das redes sociais. Além de entusiasta e participante, tenho trabalhado com redes sociais para marcas há alguns anos, além de já ter ministrado dezenas de palestras sobre o tema.

Porém é impossível manter-se impassível diante dos lamentáveis acontecimentos em Londres nos últimos dias. E mais, o suposto papel das redes sociais na organização dos ataques.

Por isso, acho que se faz relevante um pensamento que formulei há tempos e que ajuda a entender o tal “fenômeno”.

Que o newsfeed de uma rede social mais parece um balcão de bar – pela profundidade dos temas – creio que todos nós já nos demos conta.

Assim como numa balada, estamos nas redes sociais para ver e ser vistos, jogar conversa fora e eventualmente nos conectar a outros frequentadores. É lá também que buscamos experimentar uma certa popularidade, nos destacando do anonimato inerente da vida comum.

Incentivados pelo diálogo fácil e contaminados pelo murmúrio constante destes ambientes apinhados, falamos bem e falamos mal de tudo e de todos (mal com mais frequência, certamente).

Assim como as baladas, novas “casas” surgem e desaparecem. Algumas “bombam”, outras “micam”. A propósito, abriu uma nova balada que promete, uma tal de… Google+, já ouviu falar? ;-)

Tenho buscado, sem muito sucesso, grandes casos em que as redes sociais funcionaram como catalizador de causas importantes, excluindo-se a recente derrubada de ditadores árabes. Mas nesse caso, assim como em Londres, trata-se do uso das redes para a organização de surtos de violência (por mais nobres que sejam os fins).

Porém, a minha conclusão foi a de que o social do nome, neste caso, não se associa tão facilmente com o termo responsabilidade social.

Guardando extrema similaridade com o ambiente social mais fútil e popular do mundo real – a balada -, as redes sociais também agregam enorme contingente de pessoas que buscam, em geral, a alienação e a farra.

Costumo dizer que para entender as redes sociais é preciso entender a natureza social do ser humano. Muito antes da tecnologia amplificar os comportamentos, já era muito mais fácil encontrar pessoas dispostas a xingar o “adversário” num estádio de futebol, do que dar aulas gratuitas em escolas de periferia.

Acho que vale observar com atenção como as redes sociais estão sendo usadas para mobilização de jovens e tentar encontrar fórmulas para replicar a mecânica voltando-os para causas urgentes e relevantes como mudanças de comportamento ambiental e de consumo consciente.

Festas do mundo real como o Festival SWU já mostraram que o casamento entre diversão e significado não é mistura de água e óleo para boa parte desta nova geração.

Convido os participantes a elevar o significado de coletivo na dinâmica das redes sociais, colocando as causas na pauta das mobilizações, e afastar o risco de estigmatizar essa grande balada como algo perigoso e indesejado (em função dos ataques, o governo inglês já colocou o assunto “controle das redes sociais” na pauta).

Quem me segue nessa?

read more

Ainda existe espaço para websites corporativos na internet social?

No relatório da Society of Digital Agencies (SoDA) de 2011, apesar de todo o frenesi em torno da “nova” internet social e móvel , uma informação chama a atenção pela estranheza: os marketeiros ainda consideram o website corporativo como a prioridade número um de 2011, a frente de Facebook, Twitter, etc.

Continuar investindo como prioridade em websites corporativos, a princípio, soa muito década de noventa, mas faz sentido sob um olhar mais atento.

Imagino que outras razões poderiam compor a lista de motivos, mas de cara estas abaixo me ocorrem:

1. Busca ainda é muito importante para conectar necessidades e soluções

Aparecer entre os primeiros resultados na busca orgânica para os termos mais buscados depende muito de popularidade e audiência, mas aparecer para o maior número de termos possível depende muito de conteúdo. Conteúdo embarcado nos websites corporativos.

2. Pessoas não freqüentam websites corporativos, mas buscam neles informação mais aprofundada

Quando você está decidindo em qual hotel vai passar suas férias provavelmente vai navegar pela opinião de outros pelas redes sociais, mas quando precisa saber a disponibilidade, preços, opções, etc, provavelmente vai até o website do hotel.

3. Pessoas não freqüentam websites corporativos, mas os sites que elas freqüentam dependem deles

Um artigo da Harvard Business School de dezembro passado descreveu um caso de uma fabricante de eletrônicos que lançava uma nova TV nos EUA e descobriu que a maioria dos compradores acessava muitas vezes a Amazon para pesquisar e comparar as opções, apesar de nem sempre fechar a compra lá. Também descobriu que a sua performance (independente do ponto-de-venda, seja on ou offline) tinha muita correlação com a qualidade e consistência das informações lá postadas, informações estas que são puxadas automaticamente dos websites dos fabricantes.

4. Quanto mais inserido na internet o negócio está, mais o website corporativo ganha importância

É fácil imaginar quão irrelevante um website corporativo pode ser para uma marca que precisa engajar consumidores em tempos de Facebook, Foursquare, Appstore e afins, mas quando esta marca (que tem por trás uma companhia e um negócio) vende ou transaciona pela internet, o website passa a ser uma extensão indissociável da empresa.

read more

10 bilhões de motivos para acreditar que estamos vivendo uma nova bolha

Deu no Estado de S.Paulo de hoje que o Twitter recusou oferta de US$ 10 bilhões do Google pelo serviço de microblogging.

A mesma matéria destacava os problemas de gestão enfrentados pela empresa que trocou de presidente 3 vezes nos últimos 3 anos.

Pois bem meus caros, como uma empresa que não tem modelo de negócios, apresenta gestão caótica e tem uma receita relativamente irrisória (foram US$ 45 milhões no ano passado, frente a US$ 1,86 bilhão do Facebook) pode valer US$ 10 bilhões?

Pior, como os sócios (um deles, Biz Stone, foi funcionário do Google) podem recusar?

“Ares” de 1999: sem querer me colocar como profeta do apocalipse, mas naquele ano a AOL adquiriu o Netscape por US$ 4,2 bilhões. O resto desta história de delírio coletivo a gente já sabe.

read more

Obesidade digital

Um grande amigo meu e excelente criativo certa vez me presenteou com um dos neologismos mais pertinentes dos últimos tempos: obesidade digital.

Segundo ele, a quantidade de informação digital que produzimos e recebemos está muito além da nossa capacidade de absorção, se transformando em kilogramas de lipídios nas nossas já inchadas caixas de entrada e perfis sociais.

Outro termo americano com o mesmo significado, mas com muito menos significância, já ilustra matérias de revista e capas de PowerPoint há algum tempo. É o famigerado: information overload.

No fundo ele quis dizer a mesma coisa, mas com um pouco mais de borogodó.

Para ilustrar este post, e abusar da metalinguagem, segue mais um pouco de informação útil (ou não) sobre a obesidade digital em 2010:

107 trilhões – O número de e-mails enviados na Internet em 2010

294 bilhões – número médio de mensagens de e-mail por dia

89,1% – O compartilhamento de e-mails que eram spam

25 bilhões – número de tweets enviados 2010

7,7 milhões – pessoas following @ ladygaga

36 bilhões – o número de fotos enviadas para Facebook por ano

30 bilhões – peças de conteúdo (links, notas, fotos, etc.) compartilhado no Facebook por mês

20 milhões – O número de Facebook apps instalados cada dia

2 bilhões – O número de vídeos assistidos por dia no YouTube

35 – Horas de vídeo enviados ao YouTube cada minuto

read more